Projetos Anuais - 2019

Jackson do Pandeiro 

o rei do ritmo

Paraíba já nos deu Ariano Suassuna, Augusto dos Anjos, José Lins do Rego e José Gomes Filho. Os três primeiros dispensam apresentações. Marcaram a literatura brasileira para sempre. E o último? Quem foi José Gomes Filho? Ora, o Rei do Ritmo. Quem foi o Rei do Ritmo? Jackson do Pandeiro!

    Esse paraibano de Alagoa Grande vai nos trazer baião, xote, xaxado, coco, arrastapé, quadrilha, marcha. Por toda essa diversidade, foi homenageado, pelo cantor Lenine, com a música Jack Soul Brasileiro. Lenine o considera a alma brasileira, o rei da levada, que fez o samba embolar e o coco sambar. 

Como diz Lenine, para o brasileiro, “o som do pandeiro é certeiro e tem direção”, e se estamos em um ringue de contradições e de abismos sociais e de adversidades, vamos questioná-los, vamos compreendê-los historicamente, cientificamente, criticamente, com educação de qualidade para todos, mas também com suingue, com a língua da percussão, com o mugango dengo, com a ginga do mamolengo. Vamos no batuque, no funk rock, no samba, preferências do Rei do Ritmo.

IKIGAI

Ikigai significa vida que vale a pena; é a razão pela qual nos levantamos todos os dias pela manhã. Para os japoneses, todo mundo tem um, mas nem todo mundo sabe qual é, pois ele está nas profundezas do ser. Encontrá-lo é dar significado à própria vida; é ter um propósito.

Projetos Anuais - 2018

Pimentinha Elis 

A voz de protesto que ninguém pode calar

"A música é meu arco, minha flecha, meu motor, meu combustível e minha solidão. Amigo, cantar é um ato que se comete absolutamente só e eu adoro."

Para Elis Regina, música é a área da sensibilidade, da criatividade. A prosa e a melodia juntas, em interpretações que a levaram a ser considerada a melhor cantora do Brasil nas décadas de 1960 e 1980. Com reconhecida competência vocal, dramaticidade nas interpretações e presença de palco, a Pimentinha inovou os espetáculos musicais no país. Sua trajetória reuniu nomes como Milton Nascimento, Ivan Lins, Belchior, Renato Teixeira, Aldir Blanc, João Bosco, Jair Rodrigues, Tom Jobim, Wilson Simonal, Rita Lee, Gilberto Gil, Tim Maia, Sueli Costa.

Artista engajada, lutou pelo direito dos artistas, criticou a ditadura (O Bêbado e a equilibrista) e lançou grandes nomes da MPB. Gritou SOS ao Brasil (Querelas do Brasil); defendia que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa (Como nossos pais); reconheceu a força das mulheres (Maria, Maria) e as dificuldades das vidas cumpridas a sol (Romaria). Seu repertório de interpretações abriga grandes composições, às quais ela deu grande interpretação.

SIVUCA É NOSSO!

“A questão da identidade cultural (...) é problema

que não deve ser desprezado”.

Paulo Freire

 

 

Por que Sivuca? Porque Sivuca é nosso. Porque Sivuca foi multi-instrumentista, maestro, arranjador, compositor, orquestrador e cantor brasileiro. Porque Sivuca transitou entre choros, frevos, forrós, baião, música clássica, blues, jazz. A ideia é conhecer para reconhecer, valorizar e preservar.

A obra do paraibano Severino Dias de Oliveira, Sivuca, faz parte da intenção do Arvense de trabalhar Educação Patrimonial. Por quê? Porque educação, memórias e identidades são palavras, cada uma delas, fios que se enlaçam e entrecruzam, formando uma trança firme, como a trança da Maria da Feira de Mangaio.

CHRONOS E KAIRÓS

"Era o relógio de meu avô, e quando o ganhei de meu pai, ele me disse: ‘estou lhe dando o mausoléu de toda a esperança e de todo desejo’”. O pai do grande William Faulkner considerava que o tempo do relógio seria pouco adaptado às necessidades individuais do filho, tanto quanto foi às dele e às do pai dele. “Dou-lhe este relógio não para que você se lembre do tempo, mas para que você possa esquecê-lo por um momento, de vez em quando, e não gaste todo seu fôlego tentando conquistá-lo.” Estava estabelecida, para um dos maiores escritores do século XX, a balança entre Chronos e Kairós.

Projetos Anuais - 2017

sururu na cidade

Pixinguinha

A música popular brasileira é resultado da confluência cultural de três etnias: o índio, o branco e o negro. Pixinguinha herdou toda essa tradição, firmando o choro como gênero musical. Lá se foram 100 anos já do nascimento do choro.

A Alfredo Vianna da Rocha Filho, ou Pizindim, ou Pixinguinha, é atribuída a ponte entre o popular e o erudito. O que o diferenciava dos demais de sua época era sua escuta, que incorporava elementos de diferentes tradições. Foi arranjador, compositor. Deu identidade à música popular brasileira do começo do século XX.

A síntese do choro está na fusão entre música para ouvir e música para dançar. Designava um modo de execução de músicas dançantes em festas comunitárias (casamentos batizados, aniversários, funerais). Hoje, designa um gênero e um idioma.

Este projeto se propõe como um momento de resgate de parte importante da cultura, da música, das relações sociais do Brasil do início do século XX, com foco no cenário carioca, berço de Pixinguinha, e em sua obra, o choro.

SOTAQUES BRASIL

       Como uma escola pós-crítica, o Arvense privilegia a multidiversidade nacional. Se o contexto histórico-social de toda escola é relevante, o Arvense traz a própria proposta de celebrações em um mês tradicionalmente festivo no Brasil que é mês de junho.
     Em 2017, vamos reconhecer alguns dos vários patrimônios imateriais nacionais reconhecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas).” (Iphan)
      Esse (re)conhecimento é importante porque os patrimônios culturais imateriais da humanidade são compostos por práticas, representações, expressões, conhecimentos, diversidade linguística e técnicas, juntamente com instrumentos, objetos, artefatos e lugares de comunidades, de grupos e de indivíduos a que pertencem. São conhecimentos transmitidos e recriados de geração em geração e são tão importantes porque geram um sentimento de identidade e de continuidade de grupos sociais ou de comunidades culturais inteiras, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.

SOPHROSUNE

   Em 2017, a criança Arvense será

menos psicologia, menos pedagogia,

mais poesia.


       Sofrósina (sofrosina, em espanhol), sofrosine (sophrosyne, em inglês), sophrosuné (na tradução brasileira da obra O Eco Grego, de Edith Hamilton), sôphrosunê, sophrosune são algumas das escritas da transliteração grega sôphrosýnê, conceito grego que significa sanidade moral, autocontrole, moderação (temperança), comportamentos guiados pelo autoconhecimento1. Mais tarde, esse conceito passou a incluir a noção de prudência e a associar-se à doutrina apolínea do "nada em excesso" e do "conhece-te a ti mesmo".

   Em 2017, a criança Arvense será

menos psicologia, menos pedagogia,

mais poesia.


       Sofrósina (sofrosina, em espanhol), sofrosine (sophrosyne, em inglês), sophrosuné (na tradução brasileira da obra O Eco Grego, de Edith Hamilton), sôphrosunê, sophrosune são algumas das escritas da transliteração grega sôphrosýnê, conceito grego que significa sanidade moral, autocontrole, moderação (temperança), comportamentos guiados pelo autoconhecimento1. Mais tarde, esse conceito passou a incluir a noção de prudência e a associar-se à doutrina apolínea do "nada em excesso" e do "conhece-te a ti mesmo".

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É Tudo Família!

         O objetivo principal dos debates sobre família é dissolver a aparência de naturalidade do modelo clássico familiar para percebê-la como criação humana mutável (DURHAM, 1983, p. 15). Essa dissolução abre as discussões acerca de novos conceitos sobre família, abraçando a diversidade da família no Brasil e no mundo. “O mais importante nesta questão é que a diversidade da vida afetiva e familiar seja abordada de maneira que seu contexto e papel sejam compreendidos antes de serem julgados e que garanta a igualdade dos indivíduos – no acesso a recursos e ao reconhecimento social, e também na sua autonomia para tomar decisões sobre a própria vida.” (Andreia Martins).

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Projeto Anual - 2016

Serendipidade

   Serendipidade refere-se ao princípio da descoberta; da descoberta ao acaso; da descoberta por acidente e por sagacidade. Significa também estar curioso, atento e receptivo ao mundo e aos novos conhecimentos. Serendipidade é um acaso que acontece na ação de indivíduos capazes de ver pontes onde outros viam buracos e de ligar eventos de modo criativo. Há serendipidade quando o fenômeno, o evento são detectados por mentes preparadas e adequadamente interpretados. Isso pode gerar descobertas, inventos e teorias para que nos adequemos cada vez mais ao mundo. Por isso, Louis Pasteur disse que “o acaso só favorece a mente preparada.” A chance é um evento, mas a serendipidade é uma capacidade.

Agenda Temática 2016

Colégio ARVENSE

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