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Cultura avaliativa: a importância na trajetória educacional

Atualizado: 13 de mar.




Entenda os princípios que guiam a cultura avaliativa e conheça como os instrumentos avaliativos são abordados com os alunos do Colégio Arvense, da Educação Infantil ao 5º ano.

Falar de avaliação, certamente, mexe com algo dentro de nós. Quais as memórias você tem sobre os processos avaliativos pelo qual passou? Será que você sabia que estava sendo avaliado, mesmo que não estivesse de frente a uma prova?


A verdade é que a cultura avaliativa é organizada por uma série de saberes e práticas que promovem a oportunidade de evoluirmos. Não só o aluno, mas toda a comunidade escolar — responsáveis e equipe pedagógica — podem analisar, interpretar, construir sentidos e planejar o futuro a partir dos resultados obtidos.


Isso é possível porque a cultura avaliativa propõe diferentes tipos de instrumentos, atreladas a um plano pedagógico, que, por sua vez, apoiam a trajetória dos estudantes.



A importância da cultura avaliativa para a formação escolar

Imagine o seguinte contexto, você vai a uma consulta médica para realizar um tratamento de hipertensão. Você se sentiria nervoso ao realizar uma avaliação do seu estado de saúde? E, a cada retorno em que você mostrará os resultados dos exames do último período, você vai mudar sua dieta e rotina de exercícios apenas para alcançar um resultado que julga ideal?


De modo semelhante, a cultura avaliativa na formação escolar também busca naturalizar as avaliações, como acompanhamento da evolução do estudante e promoção de ajustes que se adequem à sua realidade. Não há intenção de punir, minimizar ou excluir, mas compreender o desenvolvimento e as dificuldades de cada um, sem, contudo, perder os critérios e o planejamento.


Você certamente passou por inúmeros processos avaliativos ao longo da formação escolar, e por isso mesmo, é natural trazer sua experiência para a formação do seu filho. Assim, a sua percepção do que é a avaliação é composta pelo que você viveu e, também, pelo que você não quer viver.


Mas, para começarmos, é importante salientar que a avaliação não é um ponto de chegada: é um ponto de partida. Isso quer dizer que a partir dos resultados obtidos, seja por meio de uma avaliação somativa (prova) ou uma atividade em grupo, é preciso agir.


Revisar conteúdos, adaptar formas de ensino, replanejar as aulas, são apenas algumas das possibilidades de ações que a equipe pedagógica pode promover diante das avaliações.


E engana-se quem pensa que a cultura avaliativa é formada apenas pelas provas e notas. Existem três categorias básicas de avaliação:


  • Avaliação diagnóstica: mapeia as competências e habilidades já adquiridas pelos alunos em relação aos objetos de aprendizagem que serão abordados.

  • Avaliação formativa: acontece ao longo do processo de aprendizagem, tem o objetivo de monitorar o progresso do aluno e identificar possíveis dificuldades, permitindo ajustar a prática pedagógica e ao aluno identificar o que precisa melhorar.

  • Avaliação somativa: talvez a mais conhecida e envolta de tensões, é realizada ao final de um período de ensino (bimestre, trimestre ou semestre) e tem como objetivo avaliar o nível de aprendizagem do aluno em relação aos objetivos de aprendizagem definidos para o período.


Assim, a cultura avaliativa se pauta nas avaliações para acompanhar o desenvolvimento do aluno. Por isso, deve ser realizada rotineiramente com a finalidade de avaliar a aprendizagem.


Neste sentido, não é o aluno que está sendo avaliado, mas todo o processo de ensino-aprendizagem. Só assim será possível fazer as adaptações necessárias para se adequar às necessidades dos estudantes, sem deixar de lado os objetivos pedagógicos designados para sua faixa etária.



Como é a cultura avaliativa do Arvense?

O Colégio Arvense é uma escola pautada pela Pedagogia Freinet, baseada nos estudos de Célestin Freinet. Assim, a cultura avaliativa é guiada por uma educação humanizada que lança mão de instrumentos formativos e somativos, permitindo uma visão global do desenvolvimento dos estudantes e acompanhando cada passo de sua evolução.


No Arvense, o processo de aprendizagem está em mudança constante, porque a aprendizagem está centrada na criança. Deste modo, os instrumentos avaliativos são utilizados para reconduzir o processo de aprendizagem.


Por isso, nem todos os instrumentos avaliativos são valorados, ou seja, compõem nota que vão para o boletim, uma vez que podem ser de diagnóstico. No entanto, todas as avaliações geram dados para a equipe pedagógica e para as famílias, resultando numa interação com a criança, com base em informações coletadas em instrumento avaliativo.


Conheça abaixo um pouco sobre os instrumentos avaliativos que pautam nossa cultura avaliativa.


  • Mapeamento de Competências e Habilidades - avaliação diagnóstica para identificação das competências e habilidades com as quais o estudante está iniciando a nova etapa;

  • Tarefas de casa - são atividades valoradas e compõem o boletim de nota do 2º ao 5º ano;

  • Portfólio - presente em todas as etapas, valorado do 2o ao 5o ano, consiste de uma coletânea das atividades realizadas em sala ao longo de cada trimestre;

  • Autoavaliação - instrumento que permite às crianças do 1o ao 5o ano analisarem e valorizarem seu esforço e evolução durante o trimestre;

  • Momento Privilegiado de Estudo (MPE) - momento de avaliação somativa no qual pode-se observar o que a criança já consegue fazer e, a partir desses dados, realizar as intervenções pedagógicas necessárias;

  • Oral Assessment/Evaluación Oral - momento de prática oral qualificada em língua estrangeira e mensuração da competência comunicativa para compor a nota de MPE.


Por fim, além das avaliações formais, outros instrumentos contribuem para essa adequação, como materiais didáticos estruturados e não-estruturado!

Entenda um pouco mais sobre eles a seguir.



Instrumento de avaliação

Etapa escolar

Descrição resumida

Mapeamento de Competências e Habilidades

        Berçário ao 5º ano

Fruto de diversas observações, sondagens, criação de situações-problema e demais anotações feitas pelos professores regentes. Mensura saberes sedimentados,

grau de autonomia e funcionalidade das crianças.


Momento Privilegiado de Estudo (MPE)

2º ao 5º ano

Representação dos conhecimentos conceituais estudados no período. Visa mensurar capacidades intelectuais para operar com símbolos, ideias, imagens, conceitos e representações, saber fazer, que envolve tomar decisões e realizar uma série de ações, de forma ordenada e não aleatória.

Oral Assessment/

Evaluación Oral

2º ao 5º ano

Verificação da competência comunicativa em Língua Inglesa e Língua Espanhola. Consiste de duas partes: a primeira com perguntas pessoais e a segunda com situações de diálogo, comparação entre imagens ou breve exposição oral. Atividade realizada em pequenos grupos nos quais as crianças interagem entre elas com a mediação do professor.

Portfólios

Berçário ao 2º ano

Registro do processo de aprendizagem e produções das crianças (áudio, vídeo, fotografias, ilustrações, textos, mapa mental, entrevistas, pesquisas). Registra as vivências e atividades significativas.

Relatórios de Aprendizagem

Berçário ao 1º ano

Descrição e interpretação pedagógica do que foi observado pelo/a professora regente ao longo do trimestre. Avalia a relação da criança com os conteúdos e suas evoluções, projetos e grau de autonomia, desenvolvimento de habilidades e competências definidas pela faixa etária.

Autoavaliação

1º ao 5º ano

Descrição feita pelo aluno sobre: pontualidade, assiduidade, esforço, autocuidado e interesse. Este é o momento em que as crianças refletem sobre seu período de aula e atividades realizadas. Os aspectos positivos e os que precisam ser melhorados são debatidos em roda, junto com os colegas e professores.

Tarefas de casa

Infantil V ao 5º ano



São atividades com o objetivo de fixar e manter aquecidos os conteúdos


Assembleias/rodinhas

Infantil I ao 5º ano​

Momento de interação entre professores e crianças para planejarem o trabalho do dia, compartilhar ideias e avaliar o desenvolvimento das atividades.​


Os variados tipos de instrumentos avaliativos são aplicados considerando que cada um aprende em um ritmo e traz conhecimentos prévios singulares. Ou seja, o objetivo é promover uma diversidade de abordagens avaliativas, dando oportunidades diferentes para alunos diferentes, fornecendo feedbacks que contém proposição de melhorias.


E então, qual a sua percepção sobre a cultura avaliativa?

Ficou com alguma dúvida sobre o tema?


Para famílias que já fazem parte da comunidade arvenseana, envie sua pergunta pelo canal da Coordenação Pedagógica em seu app ClassApp.


Caso você ainda não faça parte da nossa comunidade, envie sua pergunta pelo WhatsApp!


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