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Cultura avaliativa: a importância na formação escolar

Entenda os princípios que guiam a cultura avaliativa e conheça como os instrumentos avaliativos são abordados com os alunos do Colégio Arvense, do infantil ao 5º ano.



Falar de avaliação, certamente, mexe com algo dentro de nós. Quais as memórias você tem sobre os processos avaliativos pelo qual passou? Será que você sabia que estava sendo avaliado, mesmo que não estivesse de frente a uma prova?


A verdade é que a cultura avaliativa é formada por uma série de saberes e práticas que promovem a oportunidade de evoluirmos. Não só o aluno, mas toda a comunidade escolar - responsáveis e equipe pedagógica - podem analisar, interpretar, construir sentidos e planejar o futuro a partir das avaliações.


Isso é possível porque a cultura avaliativa propõe diferentes tipos de avaliações, atreladas a um plano pedagógico, que, por sua vez, dialogam com a individualidade dos estudantes.



A importância da cultura avaliativa para a formação escolar

Imagine o seguinte contexto, você vai a uma consulta médica para realizar um tratamento de hipertensão. Você se sentiria nervoso ao realizar uma avaliação do seu estado de saúde? E a cada retorno, em que você mostrará os resultados dos exames do último período, você vai mudar sua dieta e rotina de exercícios apenas para alcançar um resultado que julga ideal?


De modo semelhante, a cultura avaliativa na formação escolar também busca naturalizar as avaliações, como acompanhamento da evolução do estudante e promoção de ajustes que se adéquem à sua realidade. Não há intenção de punir, minimizar ou excluir, mas compreender o desenvolvimento e as dificuldades de cada um, sem, contudo, perder os critérios e o planejamento.


Dificilmente você não passou por um processo avaliativo ao longo da formação escolar e, por isso mesmo, é natural trazer sua experiência para a formação do seu filho. Assim, a sua percepção do que é a avaliação é composta pelo que você viveu e, também, pelo que você não quer viver.


Mas, para começarmos, é importante salientar que a avaliação não é um ponto de chegada: é um ponto de partida. Isso quer dizer que a partir dos resultados obtidos, seja por meio de uma prova ou uma atividade em grupo, é preciso tomar atitudes.


Revisar conteúdos, adaptar formas de ensino, replanejar as aulas, são apenas algumas das possibilidades de ações que a equipe pedagógica pode promover diante das avaliações.


E engana-se quem pensa que a cultura avaliativa é formada apenas pelas provas e notas. Existem três categorias básicas de avaliação:


  1. Avaliação diagnóstica: avalia o conhecimento prévio dos alunos em relação aos conteúdos que serão abordados.

  2. Avaliação formativa: acontece ao longo do processo de aprendizagem, tem o objetivo de monitorar o progresso do aluno e identificar possíveis dificuldades, permitindo ajustar a prática pedagógica e ao aluno identificar o que precisa melhorar.

  3. Avaliação somativa: talvez a mais conhecida e envolta de tensões, é realizada ao final de um período de ensino (bimestre, trimestre ou semestre) e tem como objetivo avaliar o nível de aprendizagem do aluno em relação aos objetivos de aprendizagem definidos para o período.


Assim, a cultura avaliativa se pauta nas avaliações para acompanhar o desenvolvimento do aluno. Por isso, deve ser realizada rotineiramente com a finalidade de avaliar a aprendizagem.


Neste sentido, não é o aluno que está sendo avaliado, mas todo o processo de ensino-aprendizagem. Só assim será possível fazer as adaptações necessárias para se adequar às necessidades dos estudantes, sem deixar de lado os objetivos pedagógicos designados para sua faixa etária.



Como é a cultura avaliativa do Arvense?

O Colégio Arvense é uma escola pautada pelo método natural, baseada nos estudos de Célestin Freinet. Assim, a cultura avaliativa é guiada por uma educação humanizada que mescla métodos tradicionais para mensurar o desenvolvimento tanto individual, quanto em grupo, enquanto oferece suporte para as crianças durante esta evolução.


No método natural o processo de aprendizagem está em mudança constante, porque a aprendizagem está centrada na criança e não no plano didático. Deste modo, os instrumentos avaliativos são utilizados para reconduzir o processo de aprendizagem.


Por isso, nem todas as avaliações são valoradas, ou seja, compõem nota que vão para o boletim, uma vez que podem ser diagnósticas. No entanto, todas as avaliações geram um relatório, para a equipe pedagógica, para as famílias e, em alguns casos, para as crianças.


Conheça abaixo um pouco sobre os instrumentos avaliativos que pautam nossa cultura avaliativa.


  • Creare - teste de sondagem para turma de 5 anos, traz uma pauta de observação para o professor sobre aspectos relativos aos 5 campos de experiência da BNCC;

  • Alpha - para alunos de 1º e 2º ano, analisa elementos de escrita, ou seja, é um instrumento de alfabetização;

  • Na volta com você - para alunos de 3º ao 5º ano, uma avaliação diagnóstica, que verifica as lacunas que ficaram no ano anterior;

  • Habilmente - avaliação de competência, sobre leitura, linguagem e lógica matemática, já do 3º ao 5º ano também realiza a avaliação de estilo de aprendizagem e traz feedbacks com atividades para realizar com os pais e avalia também a motivação e a tolerância ao esforço de cada um;

  • Evolucional - avaliação de português e matemática, aplicada no início do ano letivo entre os alunos do 5º ano com a matriz do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB);

  • Tarefas de casa e de sala - são atividades valoradas e compõem o boletim de nota do 2º ao 5º ano;

  • Momento Privilegiado de Estudo (MPE) - momento em que a criança avalia o que ela já consegue fazer e o professor pode refazer seu planejamento para aprimorar o plano de curso.


Por fim, além das avaliações formais, outros instrumentos contribuem para essa adequação, como materiais didáticos estruturados e não-estruturado, portfólios. Entenda um pouco mais sobre eles a seguir.

Instrumento de avaliação

Etapa escolar

Descrição resumida

Avaliação diagnóstica

Berçário ao 5º ano

Fruto de diversas observações, sondagens, criação de situações-problema e demais anotações feitas pelos professores regentes. Mensura saberes sedimentados,

grau de autonomia e funcionalidade das crianças.


Momento Privilegiado de Estudo (MPE)

2º ao 5º ano

Representação dos conhecimentos conceituais estudados no mês. Visa mensurar capacidades intelectuais para operar com símbolos, ideias, imagens, conceitos e representações, saber fazer, que envolve tomar decisões e realizar uma série de ações, de forma ordenada e não aleatória.

Portfólios

Berçário ao 2º ano

Registro do processo de aprendizagem e produções das crianças (áudio, vídeo, fotografias, ilustrações, textos, mapa mental, entrevistas, pesquisas). Registra as vivências e atividades significativas para as crianças.

Relatórios de Aprendizagem

Berçário ao 2º ano

Descrição e a interpretação pedagógica do que foi observado pelo/a professora regente ao longo do trimestre. Avalia a relação da criança com os conteúdos e suas evoluções, projetos e grau de autonomia, desenvolvimento de habilidades e competências definidas pela faixa etária.

Autoavaliação

1º ao 5º ano

Descrição feita pelo aluno sobre: pontualidade, assiduidade e interesse. Este é o momento em que as crianças refletem sobre seu período de aula e atividades realizadas. Os aspectos positivos e os que precisam ser melhorados são debatidos em roda, junto com os colegas e professores.

Tarefas de casa e de sala

Infantil V ao 5º ano

Tarefas de Casa. São atividades planejadas para serem realizadas em casa, podendo ocorrer em fichas, nos livros ou em forma de pesquisa. São sempre sinalizadas no PMA.

Tarefas de Sala. São atividades planejadas para serem realizadas em sala de aula. Também podem ocorrer em fichas, livros, em forma de pesquisa e até mesmo painéis. São sinalizadas no PMA


Coleta de relatos e

Inf. I ao 5º ano

Encontro diário dos alunos com a regente. Este é o momento em que as crianças da Educação Infantil se sentam em roda e a professora, como líder do grupo, promove debates, conversas direcionadas e correção de tarefas. Esse mesmo momento é chamado de Assembleia para os alunos do Ensino Fundamental e está previsto na pedagogia de Freinet.

Assembleias/rodinhas.

Os variados tipos de instrumentos avaliativos são aplicados considerando que cada um aprende em um ritmo e traz conhecimentos prévios singulares. Ou seja, o objetivo é promover uma diversidade de abordagens avaliativas, dando oportunidades diferentes para alunos diferentes, fornecendo feedbacks que contém proposição de melhorias, mas sem julgamento de valores.


E então, qual a sua percepção sobre a cultura avaliativa?

Ficou com alguma dúvida sobre o tema?

Para famílias que já fazem parte da comunidade arvenseana, envie sua pergunta pelo canal da coordenação pedagógica em seu app Arvense.


Caso você ainda não faça parte da nossa comunidade, envie sua pergunta para pelo WhatsApp!

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