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A escola como defensora de nossas raízes culturais

Falar em raízes culturais é falar de origem, da forma como foi construída a cultura de um povo, uma nação.


Estamos sempre com os olhos voltados para o futuro, buscando respostas para soluções de problemas do presente. Mas olhar para o passado se faz necessário para a compreensão de como era antes e a partir do início de tudo estabelecer parâmetros para definir em que aspectos nossa cultura foi transformada.


Defender nossas raízes culturais não é sobre criar um isolamento cultural, abrir-se para outras culturas é reconhecer e valorizar a diversidade cultural, mas para conhecer e assimilar a história da construção da cultura de outros povos, precisamos antes conhecer a nossa própria história. Conhecer e honrar a própria cultura é a única forma de preservar o que somos.


“Um povo que não tem raízes acaba se perdendo no meio da multidão”. Pedroso (1999)*



Nesse contexto, a escola desempenha um papel fundamental na defesa de nossas raízes culturais, já que é no espaço escolar que a criança conhece as raízes da própria cultura e forma uma identidade que vai defini-la enquanto cidadã sensibilizada pelas questões da sociedade.

Se as crianças têm conhecimento de suas próprias raízes e aprendem sobre a relevância das mesmas para suas vidas, esse conhecimento passa a ter um valor que será naturalmente disseminado e transmitido para as gerações futuras. É isso que mantém uma cultura viva.


“Quem não vive as próprias raízes não tem sentido de vida. O futuro nasce do passado, que não deve ser cultuado como mera recordação e sim ser usado para o crescimento do presente, em direção ao futuro” Pedroso (1999).


A identidade cultural traz sentido para a vida a partir do momento em que nos traz conhecimento em torno de quem somos, como somos e de onde viemos.



*Sérgio Flores Pedroso é doutor em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas.



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